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Jubileu
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Do que nossas crianças precisam?
Do que nossas crianças precisam?
Crianças personificam a alegria. São espertas, atentas, dispostas; e, quando despertadas, são meigas, carinhosas e dengosas. Mas, também são ingênuas, dependentes, carentes e cheias de vontades. Não é difícil encontrar uma criança fazendo pirraça, batendo o pé, aumentando o bico, só para ter aquilo que deseja; ou para não fazer aquilo que não quer.
Queremos que elas sejam felizes e bem sucedidas. Mas, do que elas precisam para isso acontecer? Levaria um dia inteiro respondendo, com detalhes, a essa pergunta. Porém, quero compartilhar, objetivamente, uma resposta que carece de nossa atenção, pois somos parte decisiva dela.
Tenho lido, ouvido e vivenciado a realidade de nossos dias, com famílias destroçadas; irmãos divididos; pais separados; filhos desmiolados e completamente sem futuro. E, então, percebo que a carência de nossas crianças é a da imagem viva e forte de pais que verdadeiramente se amam.
Não há nada mais sustentador para os filhos do que pais que vivem em harmonia; onde o respeito, o cuidado, o carinho e a prioridade à família são visíveis. Por outro lado, não há nada mais desagregador do que o inverso; onde o desrespeito, a grosseria e a indiferença são patentes.
Nossas crianças não dependem de presentes; mas, sim de amor. Do amor visível no relacionamento de seus pais. Em Provérbios 4.1-3, temos o retrato de um uma família feliz – o filho na companhia de seu pai, e no aconchego de sua mãe. O que nossas crianças precisam por toda a vida é da união estável de seus pais; o discurso único; a presença marcante daqueles que são as pessoas mais importantes na formação de seu caráter; e na formação de um modelo de como elas deverão viver quando tiverem sua própria família.
Essa estabilidade conjugal tem seu valor aumentado; pois o Senhor, em sua misericórdia, a usa para servir de referencial para as crianças que não possuem tal modelo em seu lar (infelizmente, incluindo lares cristãos). Perceba a graça de Deus e o privilégio de participar dela, ao poder abençoar crianças de fora de sua casa; mostrando o tipo de homem (esposo e pai), ou mulher (esposa e mãe), que eles almejarão ser.
Assim, pai, ame sua esposa; e você, mãe, ame seu esposo. Não há melhor presente para seu filho do que este.
Que o Senhor nos abençoe com uma união estável; para abençoarmos nossos filhos com a mesma estabilidade.
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Processos comuns a toda e qualquer pessoa
“Eu terei domínio próprio; isto é, serei manso”. “Eu quero ter compaixão”. “Senhor, dá-me paciência”. São afirmações de muitos (ou, de todos), na busca do aperfeiçoamento em Cristo; que não somente O agradaria, assim como promoveria mudanças profundas e definitivas nos relacionamentos; melhorando o viver. São sentimentos, desejos, expressões que revelam sinceridade, e busca angustiosa por mudança.
No entanto, tal busca tende a se refletir em muito esforço com pouco, ou nenhum, resultado positivo; devido ao descuido para com o processo que o Senhor revela por meio de Sua Palavra. Há um conjunto de ações que redundam nesse resultado almejado. Não há como alcançar a paciência sem ter alcançado outros aspectos, por exemplo. Por isso, o Senhor insiste, positivamente, com a exortação para que busquemos a humildade. Assim, como insiste para que abandonemos o orgulho, expressado pela soberba, pelo egoísmo, e outros aspectos de um viver voltado para a própria pessoa.
Paulo, em sua carta aos efésios, destaca os dois processos comuns a todo e qualquer ser humano. De um lado, o processo que é resultado na natureza pecaminosa; logo, algo que funciona sem esforço por parte da pessoa. Este processo retrata aquilo que devemos fugir; isto é, nos despojar: “Digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração, os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza” (Efésios 4.17-19).
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Orgulho |
Ignorância |
Impaciência |
Desamor |
Dissolução |
De outro lado, o processo que deve ser buscado. Algo não comum a natureza humana; mas, possível aos que possuem o Espírito do Senhor: “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (Efésios 4.2-3).
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Humildade |
Mansidão |
Paciência |
Compaixão |
Unidade |
Perceba o processo: Como resultado do orgulho que prioriza o ego, a pessoa tende a reagir com ignorância; revelando toda ira, movido por uma interpretação inadequada devido ao coração soberbo e egoísta. Esta ignorância produz a impaciência. A impaciência o desamor, impossibilitando a compaixão, marca do cristão. O resultado é a dissolução.
Por outro lado, o processo a que somos exortados a assumir: Como resultado da humildade que prioriza o Senhor e o próximo, a pessoa tende a reagir com mansidão; dominando seus impulsos e sentimentos. Esta mansidão produz a paciência. A paciência a compaixão. O resultado é a unidade em paz.
Assim, para agir erroneamente você não precisa se esforçar. Basta deixar prevalecer o orgulho que há em você; gerado por sua natureza pecaminosa. No entanto, para agir como Cristo, trilhando pelo aperfeiçoamento, basta você se preocupar em ser humilde (dependente e adorador do Senhor), pois o restante virá como consequência.
Em que processo você está?
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Mulher
MULHER
Sensivelmente atenta,
Robustamente atuante,
Naturalmente marrenta,
Incrivelmente perseverante.
Auxiliadora nata
Que cativa seu espaço
Sendo próxima, bela e sábia,
Sussurrando seus passos.
Sábio Deus que ao homem triste acudiu,
Criando a mulher, com quem logo sorriu.
Assim como a tristeza mendigando um sorriso
É o homem que segreda seus sentimentos,
Não saboreando o prazer na parceria,
Da mulher, a mais doce companhia.
Wagner Amaral
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Conversão
(Síntese da mensagem pregada no OUSE)
Usarei o diálogo de Cristo com o jovem rico para nossa reflexão. O texto é encontrado em Mateus 19.16-22.
“Mestre, que farei de bom, para alcançar a vida eterna?” (16). A impressão que temos é que ele não desejava verdadeiramente a salvação. Quando falamos de vida eterna, nossa mente logo nos joga para o futuro: céu; paraíso; livramento do inferno; relacionamento infinito com Cristo; etc. Esse jovem desejava outra coisa. Ele tinha uma boa vida; era rico; e, apesar de jovem, era conceituado, numa cultura que valorizava o ancião. Ele desejava o elixir da eterna juventude, a fim de usufruir tudo o que possuía; e continuar em sua busca pela felicidade; pois, apesar de aproveitar o que possuía, algo lhe faltava.
A primeira resposta de Cristo foi: Guarde os mandamentos (17). O que traz uma série de implicações, como integração com o povo de Deus, portador dos mandamentos; vivência dos princípios divinos; e consideração à tradição religiosa recebida. Intrigante o fato de Jesus ter mencionado somente mandamentos que lidam no aspecto horizontal; isto é, que tratam dos relacionamentos humanos: “não matar, não adulterar, não furtar, não assumir falso testemunho; honrar aos pais, e amar ao próximo como a si mesmo” (18-19). Provavelmente, Cristo sabia da necessidade do jovem; e sabia aonde a conversa chegaria.
Então, temos a primeira resposta do jovem: Já vivo. O que ainda me falta? (20) Mais do que a afirmação de que vivia os mandamentos; devemos atentar para a impressão de que ainda faltava algo.
Esta sensação é a mesma de muitos jovens cristãos. São identificados e integrados na igreja, seguem os princípios, as regras impostas, praticam a religiosidade aprendida na tradição denominacional; mas, ainda possuem a sensação de que algo lhe falta. O que seria?
O jovem normalmente acha que é a namorada (ou o namorado) ideal. o casamento, a formação adequada, a profissão perfeita, com o emprego certo; o carro, a moto, a casa, as viagens, as festas; o dinheiro para comprar o que desejar. Mas, descobre com o passar dos anos que além de não satisfazer, tais coisas, ou, pelo menos, a sua busca traz confusão.
O jovem do texto tinha tudo isso; e, ainda, queria continuidade em sua procura, a fim de alcançar a harmonia; a felicidade; a satisfação; enfim, encontrar aquilo que preencheria o vazio de sua vida.
O que ainda me falta? Era sua indagação. A segunda resposta de Cristo foi contundente: Conversão (21). Agora sim, Cristo chega ao ponto principal, e apesar de não alistar os mandamentos que dizem respeito diretamente ao nosso relacionamento com Deus; ele afirma que o jovem deveria desfazer-se daquilo que o impedia de converte-se ao Senhor. Ao contrário de seu desejo pela continuidade da vida que possuía; o que incluía toda a sua riqueza; ele deveria desistir de viver exatamente essa vida, trocando-a pela que Cristo tinha a lhe oferecer.
Cristo está afirmando: Converta-se, quebrante o seu coração. Esta resposta de Cristo poderia ser aplicada de diversas maneiras: Quebre a motivação pecaminosa de suas ações. Quebre a máscara da legalidade. Quebre aquilo que o afasta da intimidade do Senhor. Quebre a arrogância de se ver como “certo”; e os outros como “inferiores”. Quebre a volúpia de querer ter sempre a razão, humilhando o próximo. Enfim, assuma falência de seu próprio senhorio; reconheça que está enguiçado, e que precisa de um novo motor, uma nova direção.
Isto nada mais é do que conversão, que inclui arrependimento (mudança de mente) e mudança de vida, de direção, com um convergir para Cristo. A salvação é para esta vida; o pós-morte será somente continuidade. A salvação é para ser sentida, experimentada, vivida em seu relacionamento com sua família; diante da internet em seu quarto; na decisão do que fazer no final de semana; na intimidade de seu namoro; na sua forma de estudar e produzir; no lidar com as autoridades; nas conversas com seus colegas e amigos; nas compras que faz; e, até mesmo na igreja.
Salvação é purificação (santificação). Ela não somente nos livra da ira que culminaria no inferno; mas, também, tira o inferno, e todas as suas características, e influências de dentro de nós. Limpa, purifica, faz-nos diferentes; isto é, santos à semelhança de Deus. Muda não somente nosso destino, olhando para o final; mas, também, nossa realidade presente e contínua. O foco não está no final; mas sim no processo; fazendo do final apenas conseqüência.
O texto apresenta a segunda, e última resposta do jovem: Não (22). Ele respondeu. Entendeu perfeitamente o que Cristo lhe dissera; e, por isso, respondeu com um sonoro não, apesar de não abrir a boca. Não estava disposto a converter-se. O que revela que o centro do problema encontra-se no coração.
Então, permita-me aplicar toda esta reflexão, considerando a realidade dos problemas e necessidades de todos nós.
O problema, seja qual for, não está no outro, ou na igreja; pois, quando nosso coração é convertido adoramos ao Senhor, servindo para ajudar a corrigir o que está errado; ou reagimos com compaixão e motivação para com o que está errado e desanimado. Aprendemos, inclusive a perdoar e a nos sentir motivados mesmo quando tudo corre contra.
O problema, seja qual for, não está nas condições; pois, quando nosso coração é convertido confiamos no Senhor, e apaixonadamente nos damos a Ele e aos outros; como Zaqueu que em meio a um diálogo com Cristo, teve iniciativa em fazer aquilo que Cristo propusera ao jovem rico, e que foi recusado: vender o que tinha e distribuir aos pobres. Por isso Cristo afirmou que houvera salvação em sua casa. Zaqueu estava pronto a assumir falência, e mudar de vida.
O problema, seja qual for, não está no tempo inapropriado; pois, quando nosso coração é convertido adoramos em todo o tempo; afinal, sempre é tempo de amar a Deus e ao próximo como a nós mesmos.
O problema está em nosso coração. Para alguns, na cegueira, na ausência de entendimento; achando que o estar na igreja e o seguir determinada tradição, cumprindo com o ritual religioso é o suficiente para alcançar a salvação e as bênçãos do Salvador sobre si. É o caso de alguns que estão dentro de nossas igrejas; que, talvez, não entenderam o que é converter-se a Jesus Cristo; e, então vivem um cristianismo de fachada.
Para outros, o problema está na dureza do coração. Até entende o que Cristo revela; mas, não o quer. Então, assume uma vida de mentira. Um crente que não quer ser discípulo; um salvo que anseia pelo mundo; um cristão que não consegue sentir compaixão. E que pratica tiro ao alvo, no ato de colocar a culpa nos outros, ou na igreja. Para estes sempre faltará algo: salvação.
Se você quer ser perfeito (foi a resposta para o jovem) converta-se da hipocrisia; da frescura; do medo; do desejo de ser o centro do universo; da paranóia de ser vítima; e volte-se para Deus, dedicando tudo o que é e tudo o que possui. Se, aquilo que você é lhe atrapalha de adorar ao Senhor, você precisa abandonar a si mesmo; isto é, precisa se quebrantar, assumir falência, para que o senhorio de Cristo se torne uma verdade em você.
É o que Deus falou a seu povo, através de Salomão: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua vida. Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar”.
O que lhe falta?
Converta-se.
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Vocacionado à felicidade
A vida confirma aquilo que Deus já revelara; o que compactua com a tese deste autor: A ausência de amor demonstrado, compartilhado, não somente esfria como enfeia o relacionamento (ira, brigas, amargura, divisão, guerra).
O texto moto para este encontro diz: “As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado.”
Isto não é utopia, não é apenas sonho para os românticos, é realidade; porém, é realidade para um amor vivido, compartilhado. O versículo ligado a este diz: “Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura, o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas.”
Estas palavras resumem o tema de todo o livro. Cânticos de Salomão é um livro revelado por Deus para falar do amor. Para provar que a vida a dois é possível. Que o casamento pode e deve ser bem sucedido. Que o relacionamento conjugal é para ser vitoriosamente alegre, bonito, prazeroso e divino.
“Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço”. Um sinete ou um selo era um anel usado na mão direita, ou carregado sobre o coração por meio de uma corrente pendurada no pescoço. Era emblema de autoridade e, portanto, uma propriedade muito preciosa. O simbolismo é a expressão do desejo irresistível de ser a preciosidade de seu cônjuge.
Ser aquilo que vale a pena. Mesmo se tudo der errado; se todos os projetos fracassarem; se todos se afastarem, eu ainda o tenho. Ou mesmo que o sucesso bata a porta, trazendo até aquilo que não foi planejado, coisas grandiosas e maravilhosas, ainda terei minha maior preciosidade: ainda a terei como esposa.
Queremos tanto o que é bom. Ninguém luta para alcançar o que é ruim, não é? Ninguém casa objetivando a decepção, ou a tristeza, ou mesmo a separação. Quando o faz almeja a felicidade. Pois bem, é impossível ser aquilo que vale a pena sem viver o amor, sem compartilhar os pensamentos, sem diálogo, sem o carinho, e o abraço confortante; sem o prazer do relacionamento sexual contínuo.
Lidamos com casais que há muito não compartilham o amor. Estes vivem das aparências; que engana a muitos, mas não a todos. Qual a razão desta infelicidade? Não veem seu cônjuge como o selo sobre o coração, como selo sobre o braço. Não veem seu cônjuge como sua preciosidade. Como aquilo que realmente vale a pena.
O amor não pode ser apagado ou afogado pelas muitas águas; nem pode ser trocado por todo e qualquer bem; desde que seja vivido; desde que seja compartilhado dia-a-dia, através do planejamento, do diálogo, das conquistas, das derrotas, do afeto, e do temor ao Senhor.
Sou vocacionado a viver este amor, e experimentar a alegria no Senhor; em meio à realidade de meu relacionamento conjugal.
E você?
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