Seja homem!

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“Sê forte e corajoso” (Josué 1.6-9)

Esta palavra de Deus a Josué, logo no início do livro, chamando-o à responsabilidade diante do Senhor, da família e dos homens, expressa bem o que é esperado de cada homem. Numa palavra aos homens de nossa igreja, no passado, resumi esta exortação divina a Josué, mostrando que Deus o chamava a ser homem. Nada mais, nada menos, simplesmente homem. O que, convenhamos, tem andado em falta.

Deus exorta Josué a ser firme e corajoso para liderar. E mostra como proceder: considerar a Palavra do Senhor, dada por meio de Moisés, não se desviando; mas, ao contrário, sendo perseverante em viver conforme seus princípios e direcionamentos. Convoca-o a meditar em todo tempo, diante de toda e qualquer situação, tendo o cuidado de fazer segundo tudo quanto está escrito. O resultado? Ser bem-sucedido.

Deus exorta Josué a ser homem. Todas as características e expectativas são comuns à figura de todo e qualquer homem, principalmente aos que são marido e pai. Liderar com firmeza e coragem. Liderar com sabedoria, por meio dos princípios do Senhor. Meditar, ensinar, e perseverar nisto, não se desviando; isto é, não desanimando, não apostatando, não se acovardando. Servir de exemplo para os seus, tendo um perfil íntegro, maduro, e focado em alcançar aquilo que se planeja.

Viver isto não é ser super-herói, não é labutar em martírio, e muito menos expressar sacrifício. Viver isto é ser homem! Homem que sabe aonde vai. Homem que lidera. Homem de palavra; de responsabilidade. Homem que persiste em ser melhor a cada dia. Que luta para abandonar seus erros e diminuir a influência negativa de suas limitações. Homem que não se sente ameaçado pela liderança feminina, principalmente pela exposição de sua falta de liderança. Homem que não deixa para a mulher a tarefa de pastorear os filhos. Homem que não age com melindre, com reclamações infantis; usando o discurso do “se não for assim, eu choro; se não for do jeito que quero, eu não brinco mais”.

O Senhor sempre contou com homens para liderar seu povo. E em momentos de escassez, usou mulheres e crianças, para disciplinar aos homens, expondo sua vergonha e omissão. Muito da dificuldade das crianças, adolescentes e jovens em assumir uma postura definida em sua vida, vem da ausência de bons modelos em casa e na comunidade, incluindo a igreja. Faltam para estes homens que sejam homens, influenciando-os a servirem ao Senhor; e, a serem bem-sucedidos em tudo o que realizarem.

Temos em nossa sociedade, e em nossas igrejas, muitas pessoas que vestem calças, ternos e gravatas; mas, temos poucos homens (graças a Deus por esses). Assim, convoco as irmãs, as esposas, as mães, os filhos, os homens, a intercederem ao Senhor para que mantenha a fidelidade dos homens que já assumiram sua função na família, na igreja e na sociedade. Mas, convoco-os também para que orem a fim de que o Senhor, em sua graça, desperte tantos outros a assumirem a condição lhes dada desde o nascimento: a de serem homens. Homens de valor que trazem consigo a conseqüência de sua fidelidade: ser bem-sucedido em tudo quanto fizer.

Que o Senhor nos agracie, enriquecendo nossos lares e igrejas!

A humilde adoração no sono

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É comum a dificuldade de alguns em dormir. Para alguns, pegar imediatamente no sono, e descansar é tarefa desejada; mas, somente desejada… Para outros, pegar no sono não é tanto o problema, mas sim o acordar durante a noite, e despertar de vez. Muitos decidem transformar o tempo ocioso em algo que seja frutífero; então, decidem trabalhar: ler, planejar, estudar, etc. As formas de se reagir a este mal são variadas; mas, independente destas, continua sendo um mal. Algo angustioso; e que leva à pessoa uma carga de seqüelas.

 

Ignorando as razões para este problema, quero tratar do assunto do ponto de vista positivo; considerando aquilo que devemos saber, ser e fazer. Li recentemente um livro em que o autor dizia: “Receba de Deus o dom de dormir e reconheça o propósito dele para o sono”. Achei interessantíssimo, pois, além de tocar em um ponto chave para a vida; trata de um aspecto incomum para a maioria das pessoas.

 

Deus criou e providenciou o sono. Em sua Palavra, o Senhor freqüentemente se refere ao sono: “Quando te deitares, não temerás; deitar-te-ás, e o teu sono será suave” (Provérbios 3.24). Quando dormimos, nossa força é restaurada, a mente é esclarecida, e ficamos preparados para servir a Deus por mais um dia. O fato é que Deus poderia ter criado as pessoas sem a necessidade de dormir. Mas, escolheu colocar esta necessidade dentro de nós, e existe um propósito para isto. Todas as noites sou lembrado de minha dependência. Existe somente um que “não dormita, e nem dorme” (Salmo 121.4); e este não sou eu, nem você.

 

O sono é um presente; mas é do tipo que nos humilha. Colocamos todo o nosso peso numa cama, e a partir daí tudo é confiança. Confiança que esta cama nos suportará. Confiança de que toda a criação continuará a viver enquanto dormimos. Confiança de que dormiremos. Confiança de que seremos acordados. Enfim, confiança de que sem termos objetivamente o que fazer, seremos amparados por Deus. Ao dormir relaxamos nossa mente, nossos músculos. Diminuímos nossa impetuosidade nas reações, pois, não reagimos; e quando o fazemos é espontâneo e impensado. Logo, é como se disséssemos: “Senhor, por algumas horas, estou desistindo de controlar minha vida; e confio plenamente no Senhor. Cuide de tudo!” Talvez, exatamente por isto é que alguns não consigam dormir; pois é preciso relaxar, confiando toda a vida e o futuro (a noite e o próximo dia) ao Senhor.

 

Dormir, portanto, é um dom que Deus disponibiliza a toda a humanidade. Aproveite para mortificar o orgulho e cultivar a humildade. Valorize o sono como presente de Deus, como um lembrete de sua dependência dele. Durante a noite, dormir é a melhor forma de se adorar ao Senhor. Ele não espera planejamento, leitura, estudo, ou qualquer outra coisa; mesmo que seja voltado para a Sua honra. Ele espera que você durma. Assim, uma ótima noite de sono é a pratica constante de sua adoração humilde ao Deus sustentador do universo, que inclui a você. “Deito-me e pego no sono; acordo, porque o Senhor me sustenta” (Salmo 3.5).

Qual deles?

escritor

Presente, sou distante

Ausente, sou próximo

Ao toque, destôo

Ao escrever, entôo

Expressividade e convicção

Descrevem-me com exatidão

Mas deixam de fora

A medrosa paixão

Minha esposa admira o homem

Mas se encanta pelo escritor

Faço do homem, escritor

Ao assumir a paixão

E do escritor, homem

Ao reivindicar a convicção

Pr. Wagner Amaral

Vergonha do Evangelho

vergonha

Em sua carta aos romanos, logo no início, Paulo afirma “pois não me envergonho do evangelho”. Ele usa uma figura de linguagem (litote) para afirmar algo pela negação do contrário. É como se dissesse: “Eu me glorio no evangelho”; considerando uma honra proclamá-lo.

Ao afirmar que não se envergonhava do evangelho, Paulo insinua que o mesmo era de fato desprezível aos olhos do mundo. E esta era a realidade no mundo daquela época. Tanto em Atenas como em Roma o evangelho era ridicularizado como crença de fanáticos religiosos, sendo ignorado, principalmente quanto à doutrina da ressurreição.

Paulo já havia pregado em Atenas, em Corínto, e em Éfeso; lugares sofisticados; quando recebeu forte resistência e escárnio. Ao contrário de se retrair, envergonhado, o apóstolo assume como honra e motivação em sua vida esta proclamação. E isto porque ele testemunha, pela experiência de sua própria vida, que o evangelho transforma o homem o suficiente para torná-lo sua testemunha pessoal. É uma mensagem ambulante. É como se dissesse: “Deus salva e transforma por meio do evangelho, é verdade; verifique minha vida! Lembre-se de quem eu era e considere quem eu sou hoje”. Não há vergonha, timidez, nada que revele dúvida. E este é o ponto crucial da vergonha ou de sua ausência no homem: a fé.

É este sentimento e conduta que você tem quando no mundo?

Você, dinâmico adolescente (jovem), não há vergonha quando em meio aos seus colegas? Quando surgem pensamentos pecaminosos e palavreado de baixo escalão, sua reação é o sorriso amarelo e a omissão, ou a inteligente palavra e posicionamento que revela o erro e a necessidade de mudança deles? Quando eles falam das festas, das bebidas, do fumo, das drogas, dos relacionamentos sexuais, e do ficar, a identidade com Cristo te envergonha, ou o qualifica a diferença?

Você, experiente homem, ou mulher, não há vergonha em meio aos seus relacionamentos e afazeres? Minha cara, quando as mulheres menosprezam seus maridos e vislumbram experiências indevidas qual o seu comportamento? Quando se dão a conversas fúteis como a afirmar seu poderio sobre o marido, dizendo que este está em suas mãos; ou qualquer outra coisa inútil e claramente contrária aos mandamentos de Deus, qual a sua palavra? Ou será que a concordância e a omissão estão presentes?

Meu caro, quando os homens sugerem negócios indevidos, objetivando o maior ganho de dinheiro, mesmo que através do ilegal, qual é a sua conduta, homem de Deus? Você se assemelha ao homem perdido, sem Deus, no mundo, no palavreado, na forma de fazer negócio, no trânsito, no futebol, na cama, no relacionamento com a família; ou revela a diferença do evangelho em sua vida?

[...]

Para o salvo, seja criança, adolescente, jovem ou adulto, vergonhoso é não testemunhar o Senhor. Vergonhoso é não viver o evangelho (2 Timóteo 1.6-9; 2.15). Vergonhoso é não conhecer a Deus, por intermédio de sua Palavra. É não saber usá-la; não saber defendê-la. É não vivê-la.

Você é do Senhor? Verdadeiramente é do Senhor? Então, tem crescido no conhecimento e manuseio de sua Palavra? Sendo do Senhor você tem vivido o evangelho em sua casa, em seu trabalho, em sua escola, em seus relacionamentos, inclusive na igreja?

Caso contrário, você é do Senhor? Verdadeiramente do Senhor?

(Este texto é uma síntese de parte da primeira mensagem em Romanos 1.16-17; que você pode ouvir na íntegra no arquivo de áudio ao lado. Seja edificado!                                                                                                                                                          Pr. Wagner Amaral)

O Pastor (Salmo 23)

Pastorear

O quê de sua vida pode falar acerca de Deus, combinando com o que a Palavra nos ensina?

Um dos textos mais conhecidos das Escrituras, o Salmo 23, nos ajuda a entender Deus a luz da experiência de vida de todos nós. Davi usa metáforas para descrever o cuidado de Deus para com seu povo, o que nos ilumina quanto ao Deus que adoramos. Ele nos ajuda a entender Deus, através de sua ação em nossa vida.

O Pastor e sua ovelha. O Salmo começa com aquilo que é essencial: O Pastor. Por que nada faltará? Porque temos o Senhor como pastor. A formação deste Salmo é interessante: Ele começa e termina com o Senhor. Por cinco vezes na primeira metade do Salmo temos a ação de Deus, assim como na outra metade mais cinco.   E no meio do Salmo temos a única indicação direta da ação do homem – “ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte”. Todo o Salmo aponta para o conhecimento de Deus por meio de Seu cuidado, de Sua proteção para com aquele que é alvo de Seu amor.

A expressão: “Nada me faltará”, como observaremos, destaca a importância de tudo o que vivemos; inclusive as coisas ruins, os momentos difíceis, as quedas, tudo aquilo que é comum a realidade humana, a realidade do pecado em nós. Nada nos falta, nem tais coisas; pois, segundo o Pastor, tudo tem o seu lugar e importância.

“Repouso e descanso”. Só precisa de repouso e descanso quem está cansado. Só necessita de refrigério (alívio, consolo), quem está angustiado. Poderíamos ler: “Suaviza-me a alma”. Só precisa ser suavizada a alma que anda pesada, aflita, ou até mesmo carregada de pecado. O Salmo afirma que o Senhor Deus é aquele que conhece o nosso caminhar e sabe o que fazer para mudar nossa vida, o momento em que vivemos. Ele sabe exatamente do que precisamos, e para onde devemos ser levados para sossegar o coração e recuperar as forças.

“Justiça”. A menção de que há justiça e de que somente o Senhor pode nos conduzir a esta, indica decepções, onde a injustiça impera. Você sofre injustiça? Não é reconhecido? Recebeu aquilo que não merecia, ou deixou de receber o que merecia? Davi ensina com sua própria vida que o Senhor nos conduz a justiça, evidentemente a seu tempo, por amor do seu nome. Até, também, porque o Seu nome faz parte naqueles que tem um relacionamento com Ele.

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte”. Ainda que eu faça besteira, ainda que eu peque, ainda que eu passe por tribulações, seja por minha culpa ou não, nada temerei, por quê? Porque o Senhor é presente. Porque a sua presença é certa, mesmo que não percebamos. Porque ele ministra em nosso favor, usando tudo o que achar necessário. E tudo isso nos consola, nos conforta. Temos aqui o próprio exemplo de Cristo que passou pelo vale da morte, onde obteve sua maior vitória, por isso pode como ninguém interceder por nós (Hebreus 2.18; 4.15-16).

A metáfora muda a partir daqui. A figura muda de pastor para anfitrião: O Anfitrião e seu hóspede.

“Os adversários, ou provocadores”. O Senhor oferece ao crente o tratamento que ele não recebeu. A mesa fala de comunhão. Assim, temos um contexto de paz e harmonia.

“Unges-me a cabeça com óleo”. A idéia não é de unção, como afirmam alguns; mas, sim, a da receptividade como faziam os anfitriões naquela época. Precisa de repouso e de tratamento quem está cansado, esgotado, ou doente. E para estes o Senhor é aquele que cuida, que restaura, que se necessário executa milagres (conforme Sua vontade, Sua determinação, e não a nossa).

“A insistência de Sua misericórdia”. Nada me faltará. Mesmo se eu vacilar, o Senhor agirá com bondade e misericórdia. “Me seguirão todos os dias da minha vida”. A expressão: “seguir” traz a idéia de caçar. Além de levar e guiar, o Senhor me perseguirá, jamais permitindo que eu me retire ou escape. O melhor de tudo isto é ter a promessa, e certeza, de que teremos o Senhor eternamente.

Simplificando, o Senhor é aquele que vive e que faz viver. É aquele que chora e faz chorar. É aquele nos acompanha, que não desiste de nós, que sabe ser paciente, cheio de compaixão.

Numa EBD, um pastor visitante pregava, quando perguntou se havia ali alguma criança capaz de recitar todo o Salmo 23. Entre as muitas mãos, havia a de uma pequenina de apenas 4 anos de idade. O pastor ficou um pouco duvidoso e perguntou se ela podia realmente recitar o Salmo completo. Ela disse que sim e bem alto disse: “O Senhor é meu Pastor, isso é tudo quanto quero”. E sentou-se.

A menina realmente disse tudo, pois isso é tudo quanto há no Salmo. Se pudermos dizer “O Senhor é meu Pastor, isso é tudo quanto quero”, então é porque temos compreendido o Salmo 23. Pois, juntamente do Pastor, segue-se o restante do Salmo; porque se tirarmos o Pastor, o que restará de valor? Deus é o que vale a pena!

Não são as crendices, ou as tradições que geralmente antecedem as crendices; não é a presença em si na igreja; não são as regras; não é o tamanho, nem o tipo de nossa religiosidade que vale a pena, mas Deus. Deus e tudo o que Ele tem para nós. “Nada nos faltará”. Seja, inclusive, este nada algo naturalmente rejeitável por nossa vontade, algo que não se encaixe em nossos sonhos, em nossas ambições; mas nada há de faltar para aperfeiçoar àqueles que têm o Senhor como pastor.

É o Senhor, como teu Pastor, que discerne os teus pensamentos, que controla as tuas palavras, que equilibra as tuas reações? Os que convivem contigo podem testemunhar que a tua vida é conduzida pelo Pastor eterno? O quê de sua vida pode falar acerca de Deus, combinando com o que a Palavra nos ensina?

Conquistar ou ser conquistado?

Nascemos com a volúpia da conquista.   Queremos o leite materno, o colo intenso, a presença constante, o carinho e a proteção.   Crescemos, querendo os brinquedos, o chocolate, o doce, ao invés do salgado; queremos a atenção e a concordância de todos, culminando com os parabéns.   Chegamos à adolescência e a conquista continua, porém com novo gosto, ou nova roupagem.   Continuamos a conquista pela atenção, pela concordância, e pelos parabéns.   Introduzimos novas conquistas:  a menina bonita, o amigo esperto, a turma da hora, a vestimenta que cola, as saídas vespertinas e noturnas.   Chegamos à juventude e as conquistas começam a preocupar:  a pessoa certa para formar a família, o curso perfeito para um futuro promissor, o conhecimento que abre as portas para aquilo que se sonha.   Continuamos a viver, a alcançar anos de vida, e a constância da conquista batendo à porta em todas as manhãs.   Ora, as conquistas saboreiam a vida para o nosso paladar, ora, nos frustram, devido ao insucesso, ou a descoberta de que elas não são suficientes para nossa satisfação.   Conquistar hoje, amanhã, e sempre.

Se esta é a realidade de todos, quem sobra para ser conquistado?   Se todos são conquistadores, a quem conquistamos?   Eis o cerne da questão, o entendimento fundamental para o equilíbrio na vida.   Apesar do mover pela conquista, somos sempre conquistados.   Quando apontamos a mira para algo ou para alguém, buscando conquistar, é sinal de que já fomos conquistados pelo alvo de nosso desejo.   Fisgados por aquilo que almejamos fisgar.   Assim, somos mais conquistados do que conquistadores.

Este entendimento equilibra nossas ações.   Faz-nos enxergar além de nossos sentimentos, levando-nos a refletir sobre o que queremos, por que queremos, e para que queremos.   Torna-nos adultos, sem, contudo, apagar a chama infantil.   Descobrimos que é melhor ser homem do que deus.   Pois a visão de sempre ser conquistador é uma manipulação de nossa natureza, inflamada pela pecaminosidade incrustada em nossos ossos, carne e sangue.      Manipulação que cega o entendimento, criando a falsa impressão de senhorio.   O que embebeda a pessoa em um mar de orgulho e de conseqüente frustração.   Porém, quando acordados pela realidade de sermos conquistados, visualizamos a realidade de nossa pequenez.   Assim, somos alcançados pela graça do Criador, e mergulhados em um mar de amor.   Criando em nós a sensação de dependência, de humildade, de companheirismo, de alegria e satisfação na parceria com Deus.

Conquistar ou ser conquistado?   Ser homem orgulhosamente cego ou ser homem alcançado pela misericórdia de Deus; isto é, ser homem humildemente visionário?

Você conquista ou é conquistado?

Livro

Saúde espiritual

MÉDICO

Todos querem ter saúde. O que adianta ter dinheiro, sem saúde? De que adiante casa, carro, móveis, aparelhos diversos, sem a tão necessária saúde para usufruir de tudo?

Vejo tantas pessoas que pedem sua saúde trabalhando, na expectativa de construir um futuro confortável; porém, provavelmente, quando chegam à aposentadoria gastarão tudo o que conquistaram para tentar recuperar a saúde perdida. De que adianta isso?

Pois bem, eu quero saúde, e você?

Quando tratamos de saúde, o primeiro campo a ser considerado é o da saúde espiritual. Cristo disse: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mateus 16.26). De que adianta tamanhas conquistas, se, ao final, vier a perdição? Para que servem os prazeres momentâneos, se não trouxerem benefícios duradouros? Perceba que tais prazeres podem perfeitamente ser substituídos por prazeres que tanto é lícito como convém.

Pois bem, precisamos de saúde. E, primeiramente saúde espiritual. Não sou médico para tratar de seu problema físico (apesar de poder dar bons conselhos quanto a isto), mas sou médico para tratar de seu problema espiritual. Como médico, tenho por instrutor o Senhor. Meu guia bibliográfico são as Escrituras. Minha experiência é o ministério pastoral, além de minha vida em particular. Assim, quero lhe receitar uma dieta que garantirá qualidade de vida em curto, médio e longos prazos.

1º Algumas doses de oração por dia. Comece com três, aumentando cuidadosamente, conforme perceber a necessidade aliada à vontade natural.

2º Uma boa dose de leitura bíblica por dia. Cuidado para não ler descuidadamente. Busque compreender e meditar no que ler durante o dia.

3º Várias doses de música de adoração ao Senhor durante o dia. Música que não fira os ouvidos, que não aumente lhe encaminhe para o estresse, que não perturbe seu vizinho. Mas, sempre que puder ouça música que o faça lembrar-se de Deus, exaltando sua Grandeza.

4º Por último, participe de todas as programações possíveis de sua igreja; pois, estas contribuirão para seu fortalecimento moral, espiritual, social, dentre outros.

Quando precisar, converse com seu pastor; pois, ele o auxiliará, orientando-o quanto a sua saúde. Fazendo assim, tenho certeza de que em pouco tempo terei boas notícias de sua parte quanto a sua saúde espiritual.

Saúde!

Vocação

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Acordo e durmo pensando em outros

Sonho com o bem-estar do perdido

Sofro com o riso frouxo de pecados

Alegro-me com o choro arrependido

Aprendo para ensinar o Impossível

Planejo para estruturar o melhor possível

Cuido para ser irrepreensível

Vivendo de uma forma não sofrível

Minha profissão: Pecador

Minha vocação: Pastor

Somente a graça de Deus

Para enxergar em mim algo usável

Ignorando os pecados meus

Vocacionando-me em um ser prestável

Pr. Wagner Amaral

Dieta de amor (2)

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Dando continuidade ao texto anterior…

Temos dietas prejudiciais, como:

Dieta de oração.

Deixar de conversar com Deus. “Perseverai na oração, vigiando com ações de graças”. “Orai sem cessar” (Colossenses 4.2; 1 Tessalonicenses 5.17). O que acontece quando nos afastamos de alguém? Naturalmente esfriamos nossa amizade.

Dieta de ouvir Deus.

Deixar de ler as Escrituras. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para os meus caminhos” (Salmo 119.105). O Espírito de Deus age em nós mediante o conteúdo da Palavra que Ele mesmo inspirou. Se há conteúdo há ação, se não há conteúdo não há ação. “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias” (1 Tessalonicenses 5.19-20).

Dieta de amor.

Na busca de sucesso, ou mesmo de sair do sufoco, da angústia, muitos adotam todo e qualquer método, desesperados por um alívio. Daí livros, palestras, passeios, presentes, atendimento psicológico, atendimento medicinal, etc. Tudo, objetivando um mínimo de ordem, de paz.

Quando o Senhor em Sua Palavra nos ensina que o segredo do bem-estar, do bom relacionamento é Cristo; está dizendo que o segredo é viver como Cristo viveu e ensinou seja em casa, na igreja, na escola, no trabalho, na rua, em todo e qualquer lugar. E isto implica em conhecimento de Deus, em intimidade com Ele, e em amor. Amor a Deus que é demonstrado no amor aos outros.

Mãe, seu filho precisa não somente de seu carinho por ele, mas também de sua unidade com seu marido. Seu filho não suporta seu egoísmo, ou sua tentativa de ser a chefe, muito menos sua indiferença e não submissão ao pai. Seu filho detesta suas reclamações, sua cara de chata, de chorona. Seu filho precisa do exemplo de amor; de unidade; e de parceria.

Pai, seu filho precisa de você. Seu dinheiro e aquilo que este compra tem sua importância, mas ele precisa de você; e precisa é agora, é hoje, não daqui a algum tempo, quando talvez ele não deseje a sua companhia. Seu filho detesta o excesso de tempo em que você fica fora. Ele não suporta a tristeza em sua mãe causada por sua indiferença, por sua frieza. Seu filho precisa do exemplo de amor; de unidade; de parceria; de carinho e atenção.

Filho, seus pais precisam de seu afeto, de sua disposição em acertar, de seu retorno às suas tentativas de carinho, de diálogo. Eles estão meio que desatualizados, mas o coração deles está pronto para aprender a ajudá-lo. Seus pais não suportam mais sua ignorância, sua soberba, sua indiferença. Seus pais, assim como toda e qualquer pessoa, não agüentam falar e não ser ouvido, atendido. Foram eles que formaram você, e com todo cuidado providenciou o crescimento, a formação, o aconchego; e agora, quando você se acha gente, mesmo não sendo, quer dispensá-los? Seus pais precisam de uma resposta de amor; de unidade; de parceria; de carinho e submissão.

Quando aprenderemos que não há cartas nas mangas; não há mágica, e que as coisas ruins não acontecem somente com os outros, mas conosco também? (Gálatas 6.7-10) Se plantarmos a semente do amor, colheremos o fruto amor. Se plantarmos qualquer outra semente, negligenciando o Senhor e seus princípios, colheremos outros frutos.

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