Participação autoritativa

Há certos costumes semelhantes em todo e qualquer grupo de seres humanos. Por exemplo, o anseio da participação ativa, por parte de seus membros: É o desejo de falar; de fazer valer a democracia. É o desejo de ser ouvido; isto é, de ser levado em consideração. É o anseio em ser importante. Daí as perguntas, as críticas, as opiniões.

De todos os conflitos existentes, talvez, o que existe em todo e qualquer grupo de seres humanos seja o mais engraçado: Quando olha para suas idéias, o indivíduo busca se fazer prevalecer. Mas, quando a idéia em voga é a de outro, o indivíduo busca igualdade democrática. A verdade é que em todos os momentos observamos uma só realidade no indivíduo dentro do grupo: o desejo de prevalecer, de ser importante.

Na Igreja de Cristo, infelizmente, isto não é diferente. Há sempre aqueles que deixam de lado a igualdade no Senhor, a unidade de espírito, o amor ao próximo, para tentar fazer prevalecer seus ideais; esquecendo-se de que, como igreja, nossos ideais são os de Deus.

Interessante notar a facilidade que alguns tem de criticar alguma idéia, colocando-se ferrenhamenta contra; mesmo sem ter a devida autoridade para tal. Por exemplo, não são poucas as vezes que quando o assunto envolve finanças, boa parte dos que mais perguntam, criticam e se mostram contrários a algum projeto, são os que não são dizimistas. Isto é conflitante, pois se mostram preocupados como se o dinheiro à ser aplicado fosse deles; no entanto, não existe participação de seus bolsos na quantia discutida. Sem levar em consideração outros detalhes importantíssimos, eticamente deveriam limitar sua participação em tais discussões, sendo conhecedores de sua infidelidade diante do Senhor; além de sua infidelidade para com o grupo ao qual pertence.

O discípulo de Cristo é chamado para ser modelo à um mundo corrompido, onde a mentira, o engano, a inveja, e outras conseqüências do pecado levam o homem a agir em benefício próprio, mesmo quando em sintonia com o erro.

Nossa participação deve ser autoritativa; isto é, irrepreensível. Ao invés do antigo ditado: “Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, nosso ditado deve ser: “Faça isso porque eu faço”, ou “falo porque eu faço”, ou “critíco porque eu vivo adequadamente”; e assim por diante.

Assim, irmãos, à exemplo do apóstolo Paulo, deixando as coisas que para trás ficam, prossigamos, numa conduta exemplar, a conquistar aquilo para o que também fomos conquistados por Cristo Jesus – a irrepreensibilidade.

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