A Perfeição em nós

O que é ser um bom crente? Você se acha um bom crente? Por que você é um bom crente?

Deus apresenta em sua palavra algumas características daqueles que podem ser chamados de bons crentes: Fácil relacionamento com todos. Desejo de servir a Deus, servindo às pessoas. Disposição de cooperar. Tendência a justiça. Não ser dominado por vícios, o que implica em ter domínio próprio. Gostar de compartilhar do evangelho. Ter prazer em adorar, em louvar. Tudo isso é bem empregado quando olhamos para a vida de um bom crente. No entanto, apesar destas características; podemos somente ser considerados bons crentes porque temos como Senhor alguém que é verdadeiramente bom.

Paulo, escrevendo aos gálatas, mostra com clareza o porquê trocara de posição, deixando a lei (deixando de ser perseguidor) para abraçar o evangelho (tornando-se alvo predileto da perseguição). Paulo mostra que seu desejo sempre fora o de ser um homem perfeito, por isso adotara a lei como referencial. No entanto, percebera outro caminho, e assim abraçou esta nova e definitiva etapa em sua vida.

Então, somos bons crentes por causa de Cristo.

(Leia, agora, Gálatas 2.11-21)

1. Somos bons crentes quando temos afinidade com aquele que realmente é bom (Marcos 10.17-18). Somos bons crentes, quando ligados a Ele, por meio de Sua obra (11-16). A repreensão de Paulo refere-se ao todo da implicação da vida em Cristo: Entendimento pela fé e vivência pela graça.

2. O ato de sermos considerados bons independe do fato de pecarmos, de sermos limitados (17-18). Sendo justificado pela fé, torna-se evidente de que todos os homens, incluindo os judeus, são pecadores. O que Cristo fez foi levá-los a reconhecer que já eram pecadores, antes mesmo de pedirem socorro à sua ajuda (17).

A palavra “constituo” traz a idéia de amarrar, estabelecer, unir. Se, Paulo começasse a pregar novamente o caminho legal que procurava destruir, se constituiria em um real transgressor; e essa transgressão seria feita contra Cristo e seu evangelho (18). Paulo utiliza a metáfora da construção: Ele já derrubara por terra a estrutura antiga e já construíra ali um edifício novo e superior. Seria para ele uma transgressão tornar a derrubar o novo e reedificar o antigo (todo o conteúdo da carta).

3. Por isso nossa vontade humana (pecaminosa) deve perder espaço para a vontade de Deus, que é perfeita (19-20). O pecado tornou-se conhecido por meio da lei. A lei levou Paulo a enxergar a Cristo, afinal esta era a sua finalidade (3.19-24). A morte para a lei significa deixar de obedecê-la como meio que nos assegura a salvação.

O homem ganha real identidade ao passo em que se identifica com Cristo. Quanto mais parecido com Ele, mais “homem” torna-se (20).

Voltando à pergunta inicial: Você se acha bom crente?

Se nossa qualidade está intimamente ligada à pessoa de Cristo, tomando forma em nossa vida, temos que particularmente responder à pergunta: O quanto de Cristo nós temos?

Às vezes brigamos por nossas vontades. Não poucas vezes ouvimos expressões como: eu acho, eu quero, eu sou assim, eu, eu, eu. Não sou eu. Não é você, mas sim Cristo em mim; Cristo em você; Cristo em nós.

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