Tome a decisão de perdoar

“Posso perdoar, mas não consigo esquecer é apenas outra maneira de dizer ‘não perdoarei’. O perdão deve ser como uma nota promissória cancelada, rasgada e queimada, de modo que jamais seja apresentada novamente”. Palavras de Henry Beecher, pregador norte-americano.

Os pensamentos de Beecher, mais tarde, foram modificados por outros para expressar o seguinte: “Se você realmente não esqueceu é porque não perdoou de verdade”.

Não creio que isto reflita a verdade bíblica. Não creio que verdadeiramente nos esquecemos de todas as ofensas que sofremos na vida. Creio que nos lembramos delas. Como é que apagamos da memória um divórcio? Ou um filho no mundo das drogas? Ou um motorista bêbado que atropelou nosso cônjuge? Ou a experiência de ter estado numa prisão? Ou a guerra que trouxe tanta miséria? Ou o dinheiro perdido num investimento por causa do mau conselho alheio? Ou mesmo a humilhação sofrida diante de tantas pessoas no trabalho, na igreja, ou na vizinhança?

Muitos afirmam que Deus se esquece. “Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jeremias 31.34b) Como pode um Deus eterno esquecer? O conceito que Ele deseja transmitir não é que o acontecimento ou o próprio pecado seja esquecido, mas que o juízo da ofensa foi removido. Em outras palavras: “Não mais sustentarei em juízo o pecado contra eles” (Isaías 53. 4s, 8).

A verdade é que nos lembramos de tudo. Mas, podemos escolher reagir às nossas recordações. Podemos deixar que elas se aquietem, e prossigamos na vida; ou que elas nos dominem.

A expressão comum ouvida é: “Não posso perdoar”. Não pode, ou não quer? “Simplesmente não sinto vontade de fazê-lo”. Já imaginaram quanto trabalho seria realizado se todos esperassem até sentir vontade de trabalhar? Você realmente já sentiu vontade, desejo, de lavar os pratos, de limpar a garagem? Quando foi a última vez que você sentiu vontade de lavar roupas bem sujas?

O perdão não é, antes de tudo, um sentimento. É uma escolha que vai além dos sentimentos. É um ato da vontade. Alguns dizem: “Se eu perdoar alguém quando não sentir o perdão, serei um hipócrita”. Se você perdoar ainda que não o sinta, você é alguém responsável, não um hipócrita.

O perdão é uma promessa, um compromisso: Não usarei contra ele no futuro. Não falarei com outros sobre esse problema. Não insistirei nisso.

O perdão devido a um irmão não depende da bondade desse irmão; mas, antes, repousa na misericórdia e benignidade daquele que oferece o perdão. Nenhum cristão tem o direito de negar o perdão ao seu irmão: “Senhor, até quantas vezes tenho de perdoar a meu irmão? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18.21-22).

3 comentários

  1. A diferença está na pessoa em quem damos maior importância. Quando esta pessoa somos nós, fica dificil mesmo, talvez, impossível, perdoar a quem nos fere. Mas, se a pessoa mais importante é Deus, tudo muda; pois passamos a nos esforçar a viver de forma a lhe agradar. Assumo a opção de valorizar a Deus; logo, deixo de me incomodar quando alguém faz algo contra mim; pois não sou a pessoa mais importante do mundo, e sim o Senhor.

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