Vocacionado à felicidade

A vida confirma aquilo que Deus já revelara; o que compactua com a tese deste autor: A ausência de amor demonstrado, compartilhado, não somente esfria como enfeia o relacionamento (ira, brigas, amargura, divisão, guerra).

O texto moto para este encontro diz: “As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens da sua casa pelo amor, seria de todo desprezado.”

Isto não é utopia, não é apenas sonho para os românticos, é realidade; porém, é realidade para um amor vivido, compartilhado. O versículo ligado a este diz: “Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura, o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, são veementes labaredas.”

Estas palavras resumem o tema de todo o livro. Cânticos de Salomão é um livro revelado por Deus para falar do amor. Para provar que a vida a dois é possível. Que o casamento pode e deve ser bem sucedido. Que o relacionamento conjugal é para ser vitoriosamente alegre, bonito, prazeroso e divino.

“Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço”. Um sinete ou um selo era um anel usado na mão direita, ou carregado sobre o coração por meio de uma corrente pendurada no pescoço. Era emblema de autoridade e, portanto, uma propriedade muito preciosa. O simbolismo é a expressão do desejo irresistível de ser a preciosidade de seu cônjuge.

Ser aquilo que vale a pena. Mesmo se tudo der errado; se todos os projetos fracassarem; se todos se afastarem, eu ainda o tenho. Ou mesmo que o sucesso bata a porta, trazendo até aquilo que não foi planejado, coisas grandiosas e maravilhosas, ainda terei minha maior preciosidade: ainda a terei como esposa.

Queremos tanto o que é bom. Ninguém luta para alcançar o que é ruim, não é? Ninguém casa objetivando a decepção, ou a tristeza, ou mesmo a separação. Quando o faz almeja a felicidade. Pois bem, é impossível ser aquilo que vale a pena sem viver o amor, sem compartilhar os pensamentos, sem diálogo, sem o carinho, e o abraço confortante; sem o prazer do relacionamento sexual contínuo.

Lidamos com casais que há muito não compartilham o amor. Estes vivem das aparências; que engana a muitos, mas não a todos. Qual a razão desta infelicidade? Não veem seu cônjuge como o selo sobre o coração, como selo sobre o braço. Não veem seu cônjuge como sua preciosidade. Como aquilo que realmente vale a pena.

O amor não pode ser apagado ou afogado pelas muitas águas; nem pode ser trocado por todo e qualquer bem; desde que seja vivido; desde que seja compartilhado dia-a-dia, através do planejamento, do diálogo, das conquistas, das derrotas, do afeto, e do temor ao Senhor.

Sou vocacionado a viver este amor, e experimentar a alegria no Senhor; em meio à realidade de meu relacionamento conjugal.

E você?

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