Felicidade

Felicidade não se busca se constrói.

Esta é uma das verdades menos compreendidas pelo ser humano. Há uma insistente febre em busca da felicidade. Conversas, cartas, e-mails, músicas e tantas outras declarações afirmam a alucinada busca pela felicidade – todos vivem, trabalham, comem, bebem, se relacionam; muitos, inclusive, ministram ao Senhor com o único objetivo de ser feliz. É conhecida a expressão: “O importante é ser feliz”.

Diante desta corrida desenfreada em busca da felicidade, o que vemos, na maioria dos casos, é a frustração. A decepção de muitos que não alcançam a tão sonhada felicidade; e que de frustração em frustração desanimam, transformando a disposição em apatia, o sorriso em choro, a fé em descrédito, a vida em morte. Esses entram naquele período em que vivem por viver, sem objetividade. São transformados em mensageiros da desconfiança, do negativismo, da descrença em geral, incluindo na ação de Deus para com o homem, em especial para com seu povo.

Felicidade não se busca se constrói.

A felicidade não existe por si mesma, como alvo único a ser alcançado diretamente. Ela é consequência do que se faz, de como se vive. Em Provérbios 3.13 o autor afirma: “feliz é o homem que acha a sabedoria e o homem que adquire o conhecimento”. Os alvos a serem alcançados são a sabedoria e o conhecimento. A felicidade chega como consequência.

Em Provérbios 8.32, considerando o Senhor, o autor nos diz: “felizes serão os que guardarem os meus caminhos”. O objetivo é guardar os caminhos do Senhor. O presente para quem o faz é a felicidade.

Em Provérbios 28.14 temos a afirmação: “feliz é o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece o coração cairá no mal”. O alvo é a constância no temor do Senhor. Para quem assim vive o resultado será a felicidade; porém, para quem trilha caminho diferente, o resultado será o mal, a tristeza, sentimento oposto ao da felicidade.

Tiago, em sua epístola, descreve objetivamente o cronograma da felicidade, quando nos versos 7-11 exorta seus leitores a serem pacientes; a não viverem queixosos uns com os outros; a fortalecerem-se no Senhor, seguindo Sua vontade; pois assim perseverando receberiam como presente a felicidade. Tiago apresenta Jó como modelo. E, se nos lembrarmos da vida de Jó, perceberemos que o seu alvo foi a fidelidade ao Senhor. Em momento algum se voltou contra o Senhor. Em meio à angústia ele não buscou a felicidade; mas, sim o manter-se firme, à disposição de Deus. O resultado para sua firmeza fora a felicidade em dose dupla.

Assim, não busque a felicidade como alvo independente a ser atingido; pois, a felicidade não se busca se constrói, através de perseverar no temor do Senhor.

 

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