Do jeito de Deus

“Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3.13-14).

Unhas afiadas cravadas na carne; sangramento, objetivando a morte da ideia; ou da vontade; ou do projeto; ou, quem sabe, da pessoa.

Olhar inescrupuloso, mensageiro do desejo de matar, que revela uma alma inundada em rancor. Ouvido oco, vazio de boa intenção, decididamente não inclinado a ouvir a realidade; mas, sim, sedento pela impulsiva pecaminosidade, cujo combustível é a dissolução do que vale a pena. Boca ferina, penetrante na arte da crueldade; sempre esquecida das virtudes do próximo, ou, pelo menos, do dever de perdoar; porém, pronta para assassinar. O que é pior – mentiras ou verdades mal contadas? A mentira crua ou maquiada; ou o que deveria ser a verdade, distorcida pela interpretação mal intencionada, causam feridas, dignas daquele que é considerado o pai da mentira, a saber, o diabo (João 8.44).

Enorme lembrança e meditar naquilo que fomenta o ódio; e pequena, ou nenhuma, inclinação para Cristo. Como é triste quando isto é observado naquele(a) que deveria ser testemunha de santificação; isto é, de mudança da velha e carnal criatura para o novo e espiritual filho. O apóstolo Paulo afirmara: “quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (Efésios 4.22-24). A corrupção é revelada por meio do engano; deste que é a marca da influência do pecado, conduzindo a pessoa a crer que está sempre com razão; mesmo agindo ou reagindo absurdamente contrário ao que Cristo espera dos seus. É a força da confusão na mente, que faz prevalecer o animal, o ignorante, o estúpido; com um discurso de verdade e de santidade. Por isso, o apóstolo realça a renovação no espírito do nosso entendimento.

Vidas sendo massacradas, ao invés de perdoadas. Famílias sendo dissolvidas, ao invés de estimuladas ao amor de uns aos outros. Igrejas sendo aterrorizadas pelo ódio da individualidade, ou do agrupamento indevido, ao invés de aperfeiçoadas no temor do Senhor. Como acreditar que em meio à tamanha nudez do pecado, o Santo se agrada? Diante deste terrível quadro, o envolvido necessita se lembrar de sua verdadeira guerra – “Se viverdes segundo a carne; caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis” (Romanos 8.13). Se, age pecaminosamente está distante da vontade do Senhor, não importando o quanto acha que está certo. É preciso matar, dia após dia, a influência do pecado sobre si. E isto é possível pelo poder e ação do Espírito de Deus.

Por que continuar?

Por que continuar a pecar, e a produzir aquilo que agrada ao inimigo, mas desagrada a Deus? Por que ser responsabilizado por destruir vidas, ou atrapalhar igrejas? Por que fazer prevalecer o eu, se sabe que o resultado será maldito ao invés de bendito no Senhor? Deixe o pecado.

Agora, por que continuar, aprendendo a ser discípulo de Cristo? Porque como afirma o apóstolo no texto citado abaixo do título, somos vocacionados por Deus para viver à semelhança de Cristo. Somos vocacionados a ignorar as agressões, os abusos, as feridas causadas; matando o nosso orgulho; a fim de aprender a humildade (submissão) em Cristo. Quando movidos por nosso orgulho, todos os contrários viram inimigos de morte; mas, quando movidos pela humildade em Cristo, todos os contrários viram instrumentos do Senhor para o nosso aperfeiçoamento, e alvos direto de nossa compaixão (Efésios 4.1-3).

Quero continuar a amar o Senhor e ao próximo, como discípulo de Cristo. Quero continuar a mortificar a influência do pecado sobre meus pensamentos, palavras, e ações. Quero continuar do jeito que Deus planejou para os Seus; e você? Abandone o pecado.

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